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Setembro Azul: Senac promove inclusão social e valorização da comunidade surda na educação profissionalizante
23/09/2024

Setembro Azul: Senac promove inclusão social e valorização da comunidade surda na educação profissionalizante

Setembro, mês da visibilidade da comunidade surda, chama atenção para necessidade de inclusão, acessibilidade, promoção da igualdade de direitos e oportunidade para todos. No Senac, instituição que capacita pessoas para o mercado de trabalho,  são muitas as histórias de quem busca no ensino profissionalizante uma oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissional.O rosto de Letícia Alves Santos, 30 anos, transparecia  puro contentamento por participar da oficina de gastronomia na unidade do Senac de Tobias Barreto, durante a realização do projeto “Invista em você: faça Senac”. Com o auxílio da intérprete da Libras, Maísa Viana, a aluna do curso de Designer de sobrancelhas e que tem deficiência auditiva, ampliou as possibilidades de enveredar por outras áreas de aprendizado e oportunidades no mercado de trabalho.“Estou conseguindo aprender bem, pois a professora é muito minuciosa, explica todos os processos, os materiais, a higienização. A presença do intérprete é fundamental para que eu consiga aprender tudo, faz parte da inclusão dentro do ambiente de aprendizagem e me ajuda a interagir com os colegas”, declarou ela.Histórias como a de Letícia se repetem no Centro de Educação Profissional (CEP) do Senac em Aracaju, onde ela fez anteriormente o curso de Manicure e Pedicure, com a colega também deficiente auditiva, Maria Gazielle Santos.“Nós, surdos, temos uma barreira comunicacional, mas somos tão capazes de aprender qualquer ofício, e sermos bons profissionais, como qualquer outra pessoa”, destacou Maria Grazielle.Samyra dos Santos Nunes está concluindo o curso de Técnico em Gastronomia ofertado pela Unidade Aracaju. Em todas  as aulas, pelo período de um ano, os intérpretes de Libras do Senac Sergipe, Lucas da Paz e Luciano Nascimento se revezaram, garantindo que a futura profissional assimilasse todo aprendizado teórico e prático da capacitação.“Ano passado fiz o curso de preparo de bolos e tortas, com todo o acompanhamento dos intérpretes. Quando soube do curso Técnico em Gastronomia, resolvi fazer, pois é uma área que gosto muito e quero empreender. E foi muito bom finalizar o curso”, destacou Samyra.Aluna da Aprendizagem em Serviços Administrativos, por meio de convênio com o Instituto João Carlos Paes Mendonça (IJCPM), Stefany da Silva Carvalho, também deficiente auditiva, é só sorriso com a oportunidade de ser Jovem Aprendiz."O curso de aprendizagem está sendo muito bom. Além do conhecimento, tenho feito amigos, aprendido sobre cultura e tido a oportunidade de fazer atividades diferentes, como produzir vídeos para a apresentação de trabalhos."Além dos dois intérpretes de Libras, Lucas da Paz e Luciano Nascimento, o Senac Sergipe possui um instrutor de Libras, Leonardo de Jesus Lima, que é surdo e integra o corpo docente da instituição há 11 anos.“A Libras foi reconhecida como língua oficial do Brasil há 22 anos, mas muitas pessoas não conhecem essa lei. Em diversas situações, como ir ao médico ou ao banco, existem barreiras para quem é surdo. Já vencemos algumas desde a aprovação da lei, mas há muito ainda a ser feito”, ressaltou Leonardo, referindo-se à Lei N° 10.436, de 24 de abril de 2002.Ter intérprete de Libras no ambiente escolar é garantir a inclusão de alunos surdos ou com dificuldades auditivas. O intérprete permite aos alunos participação ativa nas atividades, compreensão dos conteúdos e garantia das mesmas oportunidades de aprendizado e interação, além de contribuir para a formação de uma cultura de respeito e valorização das diferentes formas de comunicação.Para a analista do Núcleo de Promoção e Relações com Egressos (NPRE), Sílvia Conceição, o acolhimento a pessoas surdas ou com deficiência auditiva é uma tarefa de grande importância e muita responsabilidade, pois envolve várias etapas.“Da recepção à finalização do curso são muitos, e distintos, momentos. No acolhimento  buscamos estabelecer um  vínculo com o aluno,  fornecendo as informações sobre o curso, os recursos e suportes disponíveis, a exemplo do intérprete de libras,  profissional fundamental para a promoção de uma educação inclusiva e que o acompanhará durante todo o curso. Da mesma forma, no encerramento do curso, nos colocamos como um canal de comunicação para o que o necessitar. Dessa forma, garantimos que esses alunos se sintam acolhidos, bem vindos, compreendidos e plenamente integrados no ambiente educacional”, declarou.De acordo com a gerente do NPRE, Marileide Martins, de janeiro a agosto de 2024, 61 alunos com deficiências auditivas foram matriculados em cursos de formação inicial e continuada, assim como em cursos técnicos."A maioria ingressa na escola através do Programa de Acessibilidade, muitos deles têm uma isenção de 100% em um curso de formação inicial escolhido por ano (concessão limitada por turma), e uma isenção de 50% de desconto para os cursos técnico, além de conceder 50% de desconto a partir do segundo curso. Assim, o Senac Sergipe, comprometido com sua missão de educar para o trabalho, de forma inovadora e inclusiva, promove através de suas ações a valorização da inclusão e acessibilidade com qualidade e equidade, no resgate do exercício da cidadania e, consequentemente, melhoria da qualidade de vida, busca fortalecê-los por meio da qualificação profissional para ampliar as possibilidades de inserção ao mercado de trabalho".  

Alunos do Ipaese conhecem o trabalho de inclusão e os cursos ofertados pelo Senac
07/12/2023

Alunos do Ipaese conhecem o trabalho de inclusão e os cursos ofertados pelo Senac

Alunos do Instituto Pedagógico de Apoio à Educação do Surdo de Sergipe (Ipaese), acompanhados por integrantes da equipe da instituição, estiveram em visita ao Centro de Educação Profissional (CEP) do Senac, em Aracaju. A proposta foi conhecer a estrutura e, principalmente, a acessibilidades aos cursos, capacitações, oficinas, graduações e pós-graduações.O grupo foi recepcionado no auditório, pelo diretor de Educação Profissional, Adalberto Trindade de Souto e pelas equipes dos núcleos de Desenvolvimento e Implementação Educacional (NDIE) e de Promoção e Relacionamento com Egressos (NPRE).“Aqui, além dos cursos, temos o Banco de Oportunidades, no qual os egressos podem cadastrar seus currículos. O nosso sistema é acessado por muitas empresas, que abrem vagas para PCDs, inclusive por meio do Programa de Aprendizagem, que durante um ano e três meses, o jovem aprendiz faz a parte teórica no Senac e a prática na empresa contratante, e ao final recebe a certificação“,  destacou a gerente do NPRE, Marileide Martins.Os coordenadores de cada segmento apresentaram o portfólio de cursos que o Senac disponibiliza, ressaltando o comportamento do mercado de trabalho e as perspectivas de empregabilidade de cada área. Adalberto Trindade aproveitou a visita dos alunos do Ipaese para reforçar o trabalho de inclusão que é desenvolvido dentro do ambiente pedagógico.“Nós temos uma pessoa surda em sala de aula no curso Técnico em Gastronomia. A aluna é acompanhada por um dos nossos intérpretes de Libras, garantindo que tenha total acesso aos conteúdos teórico e prático. Em breve, a nossa aluna será chef e quem sabe, montar seu próprio negócio. Esse é apenas um exemplo do que desenvolvemos e que estamos consolidando no Senac em Sergipe. Não há limites para pensar no futuro”, destacou.Despertando interesseO intérprete de Libras do Senac, Lucas da Paz, interpretou as manifestações de interesse dos alunos do Ipaese.“Achei uma tarde muito prazerosa, satisfatória. Eu tenho interesse nas áreas de beleza e de moda e neste encontro tive o esclarecimento do que preciso fazer para ter o meu crescimento profissional. Em breve estarei aqui, vou falar com meus pais para eu escolher algum curso do meu interesse”, destacou a estudante Gabrielle Canuto, 30 anos.“Foi a minha primeira visita ao Senac. Muitas vezes passei na frente da instituição e sempre me perguntava o que fazia, do que tratava. E nessa visita junto com o Ipase, tive a oportunidade de conhecer o que o Senac, através dos técnicos de cada área, que explicaram sobre os cursos e o que temos que fazer para estudar no Senac, pois a minha vontade é fazer o curso de barbeiro. Em 2024 venho aqui fazer a minha matrícula também”, declarou o estudante Dhomini Santana, 20 anos.Jéssica de Oliveira Paz, 37 anos, que é auxiliar de coordenação do Ipaese, enfatizou a importância da visita.“Foi bastante relevante, pois eles estão próximos de finalizar os estudos conosco e nesta tarde tiveram a oportunidade conhecer os cursos do Senac, para que possam pensar no futuro. E foi perfeito, porque a equipe pedagógica mostrou as qualificações que são ofertadas em diversas áreas e com certeza, despertou neles a vontade de se profissionalizarem”Para a analista do NPRE, Sílvia Conceição, que acompanha de perto os alunos com deficiência, esse encontro foi uma oportunidade de apresentar a instituição, falar do Programa de Acessibilidade que disponibiliza benefícios para as pessoas com deficiência, ampliando assim o acesso a qualificação dentro de sua área de interesse.“Foi um momento muito rico, pois os alunos ainda não conheciam esse novo horizonte para continuar os estudos e a busca pela qualificação profissional. A maioria não sabia que poderia ter acesso aos cursos do Senac com isenção ou desconto. Foi gratificante perceber o interesse de cada um deles, ao conhecer o portfólio do Senac, a instituição e o trabalho de inclusão que desenvolvemos”. 

Intérpretes de Libras garantem inclusão de alunos surdos nos cursos do Senac-SE
23/04/2023

Intérpretes de Libras garantem inclusão de alunos surdos nos cursos do Senac-SE

“O surdo tem uma barreira comunicacional, mas somos tão capazes de aprender como outra pessoa qualquer”. A declaração é da aluna do curso de Manicure e Pedicure, Maria Grazielle Santos, que tem garantido o direito de aprender o conteúdo teórico da capacitação, graças à presença do intérprete de Libras do Senac há cerca de 9 anos, Lucas da Paz, em  sala de aula.A Libras foi reconhecida como língua oficial do Brasil no dia 24 de abril de 2002, pela Lei 10.436. Desde então, a cada ano, é comemorada a conquista, com o objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da Libras para a inclusão e a comunicação das pessoas surdas.No Senac Sergipe, existem dois intérpretes e um instrutor de Libras que é deficiente auditivo. Leonardo de Jesus Lima ensina Libras há 20 anos, sendo na última década, na instituição de ensino."Muitas  pessoas não conhecem essa lei que estabelece a Libras como língua oficial brasileira. Em diversas situações, ao ir ao médico ou ao banco, por exemplo, existem barreiras para quem é surdo. Falta o conhecimento sobre a lei. Já vencemos barreiras desde 2002, mas há muito ainda a ser feito".Letícia Alves também é deficiente auditiva e está inserida na mesma turma de manicure e pedicure.“A presença do intérprete durante as aulas é fundamental para que possamos aproveitar todo o conteúdo do curso. Ele verbaliza na língua de sinais o que o instrutor do curso está falando. Quem é surdo tem o direito de ter esse acesso garantido, para o nosso desenvolvimento profissional”.Há oito anos, Luciano Santana do Nascimento é intérprete de Libras tanto dos alunos que precisam, como também para o corpo docente."Aprendi a Língua de Sinais para ajudar as pessoas adoentadas que visitava. Isso despertou o meu interesse pela Libras. Fiz o curso no Senac em 2011 e me especializei. Ajudar quem precisa, me traz muita alegria".Percebendo a deficiência que existe no atendimento à pessoas surdas na profissão que pretende seguir,  a estagiária de psicologia, Flávia Faria, fazer o curso."Notei uma deficiência tanto no estágio quanto na graduação de psicologia. Então, procurei cursos com referência e resolvi fazer o Senac. Sei que sabendo a Língua de Sinais poderei ajudar esse público que precisa"."É de vital importância o surdo poder se capacitar, pois o que ele quer é trabalhar, seguir carreira como qualquer outra pessoa, na área que desejar", enfatizou Letícia Alves, cuja colega Maria Graziella complementou: "Temos o direito de ter uma profissão rentável e ter esse respeito aqui no Senac, com um intérprete nos acompanhado nos cursos, nos garante que podemos ampliar nossa visão profissional". O Sistema S do Comércio é composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio em Sergipe. Presidida por Marcos Andrade, a entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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